Política

Presidenciáveis do PSD divergem sobre PEC da Segurança em debate em SP

Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite discutiram propostas para segurança pública durante evento da Fundação Espaço Democrático

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PSD realiza debates com seus presidenciáveis. Da esquerda para a direita: o jornalista Fernando Rodrigues (moderador do evento), Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. — São Paulo, SP, 6/3/2026 | Foto: Reprodução/YouTube/Poder 360

Os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), pré-candidatos do Partido Social Democrático (PSD) à Presidência da República, debateram propostas para segurança pública durante evento promovido pelo partido em São Paulo.

O debate ocorreu nesta sexta-feira, 6, no Clube Atlético Monte Líbano, na capital paulista. O encontro integra o evento “Propostas PSD: Modelo para o Brasil”, organizado pela Fundação Espaço Democrático, ligada ao partido.

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Os três governadores discutiram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, tema que ganhou destaque no Congresso Nacional desde 2025 quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou a PEC para discussão.

Apesar de concordarem que o combate ao crime organizado é uma prioridade, os presidenciáveis do PSD apresentaram diagnósticos diferentes sobre os caminhos para enfrentar o problema.

Ratinho Jr. defende penas mais duras

O governador do Paraná afirmou que o principal problema da segurança pública no Brasil não é a prisão de criminosos, mas a soltura deles pelo sistema penal.

“O problema do Brasil não é prender bandido”, afirmou Ratinho Jr.. “As polícias prendem todos os dias. O problema é soltar bandido.”

Ratinho Jr. disse que, se chegar à Presidência da República, pretende propor uma emenda constitucional que permita aos Estados legislar sobre penas para crimes graves, como homicídio, feminicídio e estupro.

Segundo ele, cada Estado conhece melhor sua realidade e poderia adotar punições mais rígidas.

Novo no PSD, Caiado critica PEC e defende autonomia dos Estados

O governador de Goiás afirmou que não existe governabilidade sem segurança pública e criticou propostas que ampliem o controle da União sobre as políticas estaduais.

Para Caiado, a PEC da Segurança pode reduzir a autonomia dos Estados na definição de estratégias de combate ao crime. “Não existe governabilidade sem segurança pública”, afirmou o governador goiano, que trocou o União Brasil pelo PSD em janeiro.

Ele também citou medidas adotadas em Goiás para enfrentar facções criminosas e afirmou que o Estado precisa manter autoridade sobre seu território.

Eduardo Leite aposta em integração entre instituições

O governador do Rio Grande do Sul defendeu maior coordenação entre forças de segurança e instituições do sistema de Justiça. Segundo ele, o combate ao crime exige integração entre governos, polícias, Judiciário e Ministério Público.

Leite citou o programa “RS Seguro”, que, segundo o governo gaúcho, contribuiu para reduzir indicadores de criminalidade no estado. Para o governador, o país também precisa investir na melhoria do sistema prisional e em políticas de reinserção social de detentos.

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira 24 a PEC da Segurança Pública em segundo turno. Agora, o texto agora segue para análise do Senado.

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