Política

Presidente da Amprev pede exoneração em meio a investigações sobre investimentos no Master

Jocildo Lemos deixou o cargo nesta quarta-feira, 11

presidente da Amapá Previdência, Jocildo Lemos
O ex-presidente da Amapá Previdência, Jocildo Lemos | Foto: reprodução/ Redes sociais

O presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira, 11. A decisão ocorre em meio às investigações sobre investimentos de alto risco da previdência dos servidores estaduais no Banco Master.

“Seguindo com absoluto compromisso com a instituição, com os segurados e com a verdade dos fatos, apresento meu pedido de exoneração do cargo de Diretor-Presidente da Amprev”, disse Lemos em nota à imprensa. “Faço isso para que a Justiça atue com total independência e para que fique plenamente comprovado que todos os procedimentos adotados sob minha gestão observaram rigorosamente a legalidade, permitindo a identificação e a responsabilização dos verdadeiros culpados.”

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Em outro trecho da nota, Lemos afirmou confiar na “Justiça e na força dos fatos”. Além disso, ele alegou que, sob sua administração, “o patrimônio da Amprev cresceu 41% entre 2023 e 2025, garantindo o pagamento de aposentados e pensionistas até 2059”.

Na semana passada, ele foi alvo da operação Zona Cinzenta, desdobramento da Compliance Zero. Esta apuração apontou um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição bancária liquidada pelo Banco Central (BC). Lemos foi indicado ao cargo pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Este, porém, não é alvo da apuração.

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Segundo a Polícia Federal (PF), Lemos e outros dois integrantes do comitê de investimentos aplicaram irregularmente cerca de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS/AP) em Letras Financeiras.

Posicionamento da Amprev

Em comunicado de 2025, a Amprev afirmou que as aplicações seguiram normas do Sistema Financeiro Nacional. A entidade declarou ainda que o Master estava autorizado a operar com regimes próprios. Além disso, alega que adotou medidas para proteger os recursos depois da liquidação extrajudicial.

Já em posicionamento de 6 de janeiro de 2026, a Amprev afirmou que ela e o governo do Amapá “obtiveram decisão judicial favorável para garantir a segurança dos recursos relacionados aos empréstimos consignados”.

A entidade declarou que os contratos seguem válidos e os descontos em folha continuam normalmente, sem prejuízo aos segurados. Os valores vão agora para conta específica no Banco do Brasil, sob controle judicial, para assegurar “transparência” até a decisão final do processo.

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