Presidente da CPMI do INSS pede acesso a dados sigilosos de Vorcaro
O senador Carlos Viana solicita informações a André Mendonça e prevê reunião depois do Carnaval

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou, nesta sexta-feira, 13, que encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de acesso a dados sigilosos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar preside a Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mendonça conduz, no STF, o inquérito sobre irregularidades na Previdência Social. Além disso, na quinta-feira 12, ele também assumiu a relatoria da investigação que trata da fraude bilionária envolvendo o Banco Master.
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Relação de Toffoli com Vorcaro
Mendonça tornou-se relator do caso Master por sorteio depois de reunião do ministro Dias Toffoli com outros magistrados da Corte. Ao fim do encontro, o tribunal divulgou nota afirmando que não havia elementos para apontar suspeição do ministro no caso. Apesar disso, de acordo com o tribunal, Toffoli solicitou sua saída da relatoria.
A pressão externa pela renúncia de Toffoli na condução do caso, porém, ganhou força quando o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou à presidência do STF um relatório de 200 páginas sobre a quebra de sigilo telefônico de Vorcaro. O documento apresentou detalhes que indicam relação de proximidade entre o banqueiro e Toffoli.
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Com a redistribuição, Mendonça passou a conduzir duas investigações relacionadas ao Master. Além do novo caso, ele já era responsável pelo inquérito do INSS, que apura suspeitas de contratação de crédito consignado por aposentados e pensionistas.
CPMI do INSS busca acesso a provas
Em publicação nas redes sociais, Viana afirmou que pretende encontrar Mendonça na semana depois do Carnaval para discutir pessoalmente “a importância da cooperação entre os Poderes” no andamento da comissão.
“Estou solicitando ao ministro André Mendonça (…) a devolução à Comissão de todos os documentos referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do senhor Daniel Vorcaro”, publicou Viana. “Esses elementos são fundamentais para a continuidade dos trabalhos da CPMI, para a consolidação das provas já colhidas e para o avanço responsável do relatório final.”
Vorcaro tem depoimento marcado para 26 de fevereiro. A defesa acordou que ele responderá apenas a questões relacionadas à suspeita de participação do Master em operações de crédito consignado destinadas a aposentados.
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