Presidente e relator da CPI do Crime Organizado comemoram prisão de Vorcaro
Fabiano Contarato e Alessandro Vieira lembraram que a comissão acionou o STF para restabelecer quebras de sigilo de empresa ligada a Toffoli
Os senadores Fabiano Contarato (PT-ES) Alessandro Vieira (MDB-SE), presidente e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, respectivamente, comemoraram, nesta quarta-feira, 4, a prisão do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Contarato destacou que “a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros investigados pela Polícia Federal manda um recado claro ao país: ninguém está acima da lei.”
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“Parabenizo a Polícia Federal pelo trabalho sério e independente, que não se intimida e chega ao andar de cima”, reforçou o presidente da comissão. “Investigando esquemas complexos de crimes financeiros e possíveis tentativas de obstrução da Justiça.”
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Já o relator da CPI, afirmou que “as notícias recentes, com prisão de Vorcaro e parceiros flagrados combinando ações violentas e corrupção de agentes públicos, deixam claro o óbvio: é atuação típica de crime organizado de altíssima periculosidade e pode/deve ser objeto de atuação da CPI no Senado”.
Prisão de Vorcaro
A prisão do ex-dono do Master ocorre em mais uma fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), contra irregularidades na instituição financeira. O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, também é alvo e se entregou à PF.
A terceira fase da Operação Compliance Zero objetiva investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
De acordo com a PF, os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.
Caso Master na CPI: foco em Vorcaro
A CPI começou para investigar a megaoperação do Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, em 28 de outubro de 2025. O colegiado, entretanto, voltou sua atenção ao caso Banco Master. Em especial, as relações da instituição financeira e seus executivos com o Poder Judiciário.
A comissão deve investigar os contratos de honorários advocatícios que somariam R$ 130 milhões entre a instituição financeira e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O colegiado analisará um possível conflito de interesses do também ministro do Corte Dias Toffoli, que era relator do caso.




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