Política

‘Propaganda descarada’, diz Tarcísio, sobre homenagem a Lula

Governador de São Paulo afirma que desfile no Rio propagou ‘mensagens políticas explícitas’ e questiona as regras eleitorais

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas: cobranças à Justiça eleitoral | Foto: Reprodução/X/@tarcisiogdf
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas: cobranças à Justiça eleitoral | Foto: Reprodução/X/@tarcisiogdf

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula da Silva durante o Carnaval no Rio de Janeiro. Em uma postagem publicada na noite deste domingo, 15, na rede social X, o governador classificou a apresentação como “propaganda descarada”.

Na manifestação, Tarcísio afirmou que o episódio evidencia o uso seletivo de instrumentos institucionais e criticou decisões tomadas no contexto das eleições de 2022. Em tom comparativo, ele citou a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposto abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, além de mencionar restrições impostas, à época, à veiculação de conteúdos com caráter eleitoral.

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Tarcísio questiona regras eleitorais

O governador também questionou o que considera diferenças de interpretação na aplicação das regras eleitorais. Na publicação, sugeriu que, se determinadas práticas foram classificadas como propaganda antecipada no passado, deveria haver o mesmo nível de rigor em situações atuais.

Ao comentar o desfile, Tarcísio afirmou que elementos tradicionais do Carnaval, como sátira, crítica e pesquisa histórica, foram substituídos por mensagens políticas explícitas. Ele mencionou a presença de referências a jingles e bandeiras associadas a campanhas eleitorais. Da mesma forma, destacou o que chama de instrumentalização política do evento.

Na sequência, o governador ampliou o tom das críticas, dizendo que o país enfrenta problemas estruturais que, em sua visão, deixam de ser debatidos em meio à polarização. Entre os temas citados por ele estão a estagnação econômica, a crise fiscal e a qualidade das instituições.

Tarcísio concluiu a publicação afirmando que o Brasil precisa discutir produtividade, liderança e desenvolvimento de longo prazo, defendendo a necessidade de um diagnóstico mais amplo sobre os rumos do país.

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