Quem é a ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus presa por ligação com o Comando Vermelho
Anabela Cardoso Freitas é suspeita de integrar um grupo que utilizava empresas de fachada para comprar drogas da Colômbia

A operação da Polícia Civil para desarticular um esquema do Comando Vermelho (CV) em Manaus, nesta sexta-feira, 20, atingiu Anabela Cardoso Freitas. Ela é ex-chefe de gabinete do prefeito da capital amazonense, David Almeida (União Brasil).
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Integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus, Anabela é suspeita de integrar um grupo que utilizava empresas de fachada para trazer drogas da Colômbia. Segundo as investigações, as movimentações financeiras chegaram a R$ 70 milhões desde 2018.
Atuações da ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus
Segundo informações do jornal O Globo, Anabela formou-se em 2004 em Direito pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas. Além disso, concluiu em 2012 a pós-graduação em Segurança Pública e Inteligência Policial pela Faculdade Metropolitana de Manaus.
Desde 2011, é investigadora da Polícia Civil do Estado. Seu salário, segundo O Globo, é estimado em quase R$ 21 mil. Em 2015, começou a atuar como assessora da Comissão de Constituição, Justiça e Redação na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.
Quatro anos depois, passou a trabalhar como chefe de gabinete do então prefeito Arthur Virgílio Neto (MDB). em 2023, na gestão de Almeida, foi exonerada. Em janeiro de 2025, foi designada pelo atual prefeito para a Comissão de Licitação da prefeitura.
O “núcleo político” do CV
Segundo as investigações da Polícia Civil, o CV mantinha um “núcleo político” com influências nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em Manaus. Os criminosos também estariam atuando no setor de licitações, onde Anabela trabalhava.
A Justiça expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. Também autorizou bloqueio de contas, sequestro de bens e quebra de sigilo bancário. As ordens são cumpridas em Manaus e nas cidades de Belém e Ananindeua (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Estreito (MA).
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Diante das revelações, o vereador de Manaus Coronel Rosses (PL) anunciou que, como presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal, irá solicitar os autos do processo. O objetivo é investigar os fatos e avaliar um processo de impeachment contra o prefeito, caso sejam confirmadas responsabilidades administrativas ou políticas.




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