Mural da Direita

Quem é o líder supremo do Talibã, supostamente eliminado?

27/02/2026 16:11 Pleno.News

Quem é o líder supremo do Talibã, supostamente eliminado?

Paquistão declara "guerra aberta" contra o Afeganistão

Lawrence Maximus - 27/02/2026 13h11

Poster com imagem de Hibatullah Akhundzada Foto: Wakil KOHSAR / AFP

O Paquistão e o Afeganistão trocaram ataques na madrugada desta sexta-feira (27), no horário de Brasília, após o governo paquistanês declarar uma “guerra aberta” contra o país vizinho.

O Paquistão, uma potência nuclear, acusa o Talibã de oferecer cobertura a militantes armados que lançam ataques contra seu território — acusação que o governo do Afeganistão nega.

O Exército do Paquistão bombardeou diversas cidades afegãs, incluindo a capital Cabul. Em retaliação, o Talibã afirma ter usado drones para bombardear instalações militares paquistanesas na capital Islamabad e em outras regiões do país.

Líder supremo do Talibã
Com base nas informações disponíveis e em verificações recentes ainda não oficiais, o líder supremo do Talibã (e do Emirado Islâmico do Afeganistão desde maio de 2016), Mullah Hibatullah Akhundzada, alegadamente foi eliminado nos ataques aéreos paquistaneses em Cabul, juntamente com comandantes seniores talibãs.

Ele estudou em madrasas (escolas religiosas) no Paquistão (especialmente em Quetta, no Baluchistão), para onde sua família se refugiou durante a invasão soviética do Afeganistão (1979–1989). É um clérigo (mawlawi/sheikh) altamente respeitado por seu conhecimento da Sharia (lei islâmica), jurisprudência e emissão de fatwas (decretos religiosos).

Extremamente recluso e enigmático, quase não aparece em público: há apenas duas fotos conhecidas dele (uma de 2016 e outra rara), sem vídeos de discursos visíveis e nenhum perfil digital significativo.

Vive principalmente em Kandahar, raramente viaja e evita entrevistas ou aparições. Seu filho, Hafiz Abdul Rahman, morreu em um ataque suicida contra forças afegãs em Helmand em 2017, o que reforça sua linha dura.

Seu governo é criticado internacionalmente por graves violações de direitos humanos, especialmente contra mulheres e meninas (proibição de ensino secundário e superior para elas, proibição de trabalho feminino em muitos setores, segregação extrema).

Em julho de 2025, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra ele por perseguição sistemática às mulheres.

Em suma, seu regime é descrito como totalitário islâmico e sanguinário, com foco na purificação ideológica e na imposição de uma versão rigorosa da Sharia.

Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

Leia também1 Paquistão diz estar em "guerra aberta" contra o Afeganistão
2 O clima extremo não foi apenas em Minas Gerais 
3 7 anos do Inquérito das Fake News. Até quando?

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.

Fonte original: abrir