Política

Quem são os deputados que estão no WhatsApp de Vorcaro

Ex-dono do Banco Master tinha na agenda o número de pelo menos 18 parlamentares

Daniel Vorcaro é citado em denúncias sobre suposta compra de sentenças e proteção no Judiciário | Foto: Reprodução/Redes sociais Banco Master
Daniel Vorcaro é citado em denúncias sobre suposta compra de sentenças e proteção no Judiciário | Foto: Reprodução/Redes sociais

Registros de conversas analisados pela Polícia Federal (PF) mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, mantinha contato no WhatsApp com ao menos 18 deputados federais de diferentes partidos. Os nomes aparecem na lista identificada durante a análise de dispositivos e aplicativos de mensagens do empresário.

O fato de os deputados estarem na lista de contatos de Vorcaro não significa que aqueles são alvo de investigação. Isso revela, no entanto, o tamanho da rede de relações mantida pelo ex-banqueiro, hoje no centro das apurações sobre o escândalo que envolve o Banco Master.

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Entre os deputados que aparecem nos contatos do celular de Vorcaro estão:

  • Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG);
  • Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG);
  • Hugo Motta (Republicanos-PB);
  • Arthur Lira (PP-AL);
  • Nikolas Ferreira (PL-MG);
  • Diego Coronel (PSD-BA);
  • Aguinaldo Ribeiro (PP-PB);
  • Altineu Côrtes (PL-RJ);
  • Doutor Luizinho (PP-RJ);
  • Fausto Pinato (PP-SP);
  • João Carlos Bacelar (PL-BA);
  • Márcio Marinho (Republicanos-BA);
  • Flávia Arruda (PL-DF);
  • Rodrigo Maia (PSD-RJ);
  • Lucas Gonzalez (Novo-MG);
  • Vinicius Poit (Novo-SP);
  • Bilac Pinto (União Brasil-MG); e
  • Fábio Mitidieri (PSD-SE).

A lista reúne nomes de diferentes correntes políticas e inclui líderes partidários, ex-ministros e ex-presidentes da Câmara. Isso sugere que o empresário mantinha interlocução ampla no Congresso.

O material veio à tona no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação da PF que apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça ligados ao Banco Master.

Segundo a decisão judicial que autorizou medidas cautelares no caso, os investigadores apontam indícios de que o grupo investigado teria estruturado uma organização com diferentes núcleos de atuação, incluindo articulação institucional e monitoramento de adversários e críticos.

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