Racismo contra Vini Jr: 18 queixas desde 2022; Uefa investiga
A volta no Bernabéu já promete muita tensão
O assunto é Vinicius Jr. e o incidente de racismo alegado no jogo de ida dos playoffs da Champions League contra o Benfica.
O consenso na imprensa internacional é claro: o caso é sério, reforça o racismo persistente no futebol europeu (especialmente contra Vini) e agora depende da investigação da UEFA para esclarecer os fatos.
A volta no Bernabéu já promete muita tensão.
Segundo o regulamento da UEFA, se comprovado o “comportamento discriminatório”, o jogador argentino Gianluca Prestianni pode pegar no mínimo 10 jogos de suspensão.
Veículos como The Guardian, Al Jazeera, BBC e ESPN destacam que Vini sofre abusos desde 2022 e já acumula cerca de 18 queixas (ou mais).
Muitos criticam duramente o Benfica e José Mourinho, que focaram na “provocação” de Vini em vez de priorizar a vítima.
A Yahoo Sports chamou de “escândalo” que ofuscou o golaço de Vini e a vitória do Real (1-0).
Já Sky Sports e Reuters veem o episódio como mais um exemplo crônico de abusos racistas contra jogadores negros em jogos de grande visibilidade.
Prestianni e o Benfica negam tudo.
O jogador diz que nunca foi racista e que Vini interpretou mal o que ouviu. O clube publicou apoio ao atleta e reforçou seu compromisso histórico com igualdade e inclusão.
Porém, a negativa fica enfraquecida com o depoimento forte de Kylian Mbappé, que afirmou ter ouvido Prestianni chamar Vini de “macaco” várias vezes — e defendeu o brasileiro com firmeza.
Racismo não tem lugar no futebol.
Que a UEFA investigue com rigor e puna quem for culpado.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.