Relator da CPI do Crime Organizado diz que seguirá com os trabalhos, 'doa a quem doer'
O caso do Banco Master se tornou o principal foco da comissão

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), disse, nesta quinta-feira, 5, que o colegiado seguirá atuando na investigação do Banco Master, “doa a quem doer”.
A CPI cancelou todas as reuniões que estavam marcadas ao longo desta semana. A comissão ouviria o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, na quarta-feira 4. No entanto, ele foi preso antes.
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Para Alessandro Vieira, “o caso Master escancara a infiltração criminosa nas mais altas esferas do poder no Brasil”. “O que já foi divulgado representa uma fração mínima de uma realidade institucional degradada”, destacou o senador. “Como se espera em crises desta proporção, as resistências são enormes, e uma operação abafa conta com apoios de todos os lados.”
Por fim, o parlamentar disse que essa “é hora de mobilização da sociedade e valorização do trabalho da imprensa, porque vamos precisar de muita resiliência para suportar esse tsunami de lama. Vou fazer a minha parte até o último segundo, doa a quem doer”.
Caso Master na CPI: foco em Vorcaro
A CPI começou para investigar a megaoperação do Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, em 28 de outubro de 2025. O colegiado, entretanto, voltou sua atenção ao caso Banco Master. Em especial, às relações da instituição financeira e seus executivos com o Poder Judiciário.
A comissão deve investigar os contratos de honorários advocatícios que somariam R$ 130 milhões entre a instituição financeira e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O colegiado analisará um possível conflito de interesses do também ministro do Corte Dias Toffoli, que era relator do caso.
Polícia Federal prende Vorcaro
A Polícia Federal (PF) prendeu o ex-dono do Master na quarta-feira, durante mais uma fase da Operação Compliance Zero, da PF, que averigua irregularidades na instituição financeira. O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, também é alvo e se entregou à PF.
A terceira fase da operação averigua a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
De acordo com a PF, os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

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