Desemprego em Santa Catarina bate o menor índice em 13 anos.
Santa Catarina tem a menor taxa de informalidade entre as unidades da federação, de 25,7%, diante de uma média nacional de 37,6%. (Foto: Marco Fávero/Governo de SC)

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Santa Catarina encerrou o ano de 2025 com a menor taxa de desocupação do Brasil. No quarto trimestre, o estado apresentou um índice de 2,2%, frente a uma média nacional de 5,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo IBGE na sexta-feira (20).

Nos dados do último trimestre do ano, Santa Catarina foi seguida por Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que tiveram 2,4% de desocupação. No acumulado anual, a taxa catarinense foi de 2,3%, ficando atrás apenas de Mato Grosso (2,2%), devido ao critério do IBGE que utiliza estimativas baseadas em 1º de julho para o cálculo anual.

O governador Jorginho Mello (PL) atribuiu o resultado ao apoio dado ao setor produtivo. “O governo do estado tem apoiado o empreendedor, quem gera emprego e renda. Queremos que as obras estruturantes de agora sirvam de base para um futuro com desempenhos ainda melhores”, afirmou.

O número de pessoas desocupadas em Santa Catarina caiu 19% no quarto trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, passando de 122 mil para 99 mil pessoas. Paralelamente, a população ocupada cresceu 1,5%. O estado também teve a menor taxa de informalidade do país, com 25,7%, enquanto a média nacional foi de 37,6%.

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Rendimento médio do trabalhador ficou 17,8% acima da média nacional

O rendimento médio mensal do trabalhador catarinense no quarto trimestre de 2025 foi de R$ 4.131, valor 17,8% superior à média brasileira (R$ 3.508). O crescimento do rendimento real em relação ao final de 2024 foi de 7,8%, superando as médias nacional (5,1%), da região Sul (6,5%) e do Sudeste (4,2%).

Por setor, o destaque foi o segmento de “transporte, armazenagem e correio”, que teve aumento de 12,5% no rendimento, chegando a uma média de R$ 4.223. Outro destaque foi na taxa composta de subutilização da força de trabalho.

Santa Catarina apresentou o menor índice nacional de desocupados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas disponíveis que não procuraram vaga. Enquanto o estado tinha 4,4% nesta situação, a média nacional foi de 13,9%.

O índice de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditar que não encontrariam) foi de 0,3%, o menor entre as unidades da federação. A média nacional para este indicador foi de 2,4%.

Entre as atividades com maior expansão no número de vagas no quarto trimestre de 2025, a "agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura" cresceu 19,2%, seguida pelo setor de iInformação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias e administrativas", com alta de 7,5%.

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População ocupada no país soma 103 milhões

Em 2025, o Brasil atingiu uma taxa anual de desocupação de 5,6%, o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada pelo IBGE em 2012. O percentual representa uma queda em relação aos 6,6% verificados em 2024.

De acordo com o levantamento, 20 das 27 unidades da federação alcançaram seus menores patamares anuais de desocupação no ano passado. Mato Grosso apresentou o menor índice (2,2%), seguido por Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Espírito Santo (3,3%) e Paraná (3,6%). Já as maiores taxas foram registradas na Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%) e Rio Grande do Norte (8,1%).

A população ocupada no país somou 103 milhões de pessoas no último ano, o maior volume da série histórica. Em contrapartida, a população desocupada foi estimada em 6,2 milhões de pessoas, o que representa uma redução de cerca de um milhão de pessoas na comparação com o ano de 2024.

O nível de ocupação (indicador que mede a proporção de pessoas ocupadas em relação à população com 14 anos ou mais) atingiu 59,1% no país. Os estados com os maiores percentuais foram Mato Grosso (66,7%), Santa Catarina (66,2%) e Mato Grosso do Sul (64,4%). Os menores níveis de ocupação foram verificados em Alagoas (47,5%), Ceará (47,8%) e Rio Grande do Norte (47,9%).

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