Política

Servidores da Receita acessaram ilegalmente dados do filho de Fux

O caso envolve também a advogada Viviane Barci, mulher do ministro da Suprema Corte Alexandre de Moraes; entenda

Ministro Luiz Fux, do STF, durante sessão de encerramento do ano do Judiciário de 2025, em 19 de dezembro, em Brasília. Seu filho seria um dos alvos de acessos irregulares da Receita Federal.
Ministro Luiz Fux, do STF, durante sessão de encerramento do ano do Judiciário de 2025, em 19 de dezembro, em Brasília | Foto: Rosinei Coutinho/STF

Servidores da Receita Federal acessaram sem autorização judicial os dados fiscais de Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações de pessoas ligadas à investigação, conforme apuração do portal Metrópoles.

Luiz Fux declarou que não recebeu informações oficiais sobre a inclusão de seu filho entre os atingidos.

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O caso envolve também a advogada Viviane Barci, mulher do ministro da Suprema Corte Alexandre de Moraes. Funcionários do órgão fiscal consultaram, de maneira irregular, sua declaração de Imposto de Renda (IR).

Essas consultas não autorizadas vieram à tona a partir de rastreamentos internos realizados pela própria Receita Federal e, depois, em resposta à solicitação de Alexandre de Moraes, no contexto do chamado inquérito das fake news.

Leia também: “Moraes, o carcereiro”, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 309 da Revista Oeste

Diante das descobertas, o ministro relator determinou a quebra do sigilo de quatro servidores suspeitos. Ordenou, ainda, afastamento das funções, cancelamento de passaportes e uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

Receita acessou dados de Viviane em Santos (SP)

Viviane Barci e Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Metrópoles

Consultas a dados cadastrais da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorreram no final de agosto do ano passado em unidades da Receita Federal localizadas na região de Santos (SP), conforme investigações que embasaram a operação da Polícia Federal realizada na última terça-feira, 17. A informação é do portal UOL.

Quatro servidores do órgão fiscal são suspeitos de envolvimento no acesso e possível vazamento de informações sigilosas referentes a familiares de juízes da Suprema Corte brasileira.

As consultas, segundo o portal, limitaram-se a dados como nome completo, CPF, nome da mãe e data de nascimento de Barci. Dessa forma, elas não incluíram informações tributárias detalhadas nem declarações de Imposto de Renda (IR).

Apesar disso, a Receita Federal classificou o procedimento como irregular, em razão da exigência de justificativa formal para acessar dados de pessoas próximas a autoridades politicamente expostas. Esse fato motivou o início da apuração interna.

Entre os investigados está Ruth Machado dos Santos, servidora lotada na Receita Federal de Santos, que nega irregularidades. Ela foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão expedido pelo Supremo.

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