Sindicatos kirchneristas tentam sabotar a Argentina de Milei
Greve do medo é instrumentalizada pela esquerda corporativista
Lawrence Maximus - 20/02/2026 16h14

No exato momento em que a Câmara dos Deputados inicia o debate final sobre a Lei de Modernização Laboral — já sancionada pelo Senado com 42 votos a favor e 30 contra —, a Confederación General del Trabajo (CGT), historicamente instrumentalizada pelo peronismo-kirchnerista e pela esquerda corporativista, decreta sua quarta greve geral contra o governo de Javier Milei em pouco mais de dois anos.
Transportes paralisados, estabelecimentos educacionais inoperantes, serviços essenciais sob ameaça iminente: o país, mais uma vez, vê-se refém de uma oligarquia sindical que, em nome de uma suposta defesa do proletariado, perpetua mecanismos de captura rentista e bloqueio ao progresso coletivo.
Essa mobilização não constitui uma legítima luta operária, mas sim uma forma clássica de sabotagem institucional contra a transição para um regime de maior liberdade econômica e contratual.
Trata-se do estertor de uma casta que, em aliança com os governos kirchneristas e o peronismo tardio, institucionalizou a Argentina no ciclo vicioso da estagnação: hiperinflação crônica, pobreza estrutural superior a 50%, informalidade que atinge 43% da força de trabalho, desindustrialização acelerada e êxodo geracional de capital humano.
Milei assumiu um Estado em colapso fiscal e moral; em dois anos, impôs rigor orçamentário genuíno, eliminou subsídios clientelistas insustentáveis, reduziu drasticamente a inflação e restaurou a credibilidade do contribuinte perante um aparato estatal predatório. A reforma laboral representa o corolário lógico dessa agenda: desmantelar o cartel sindical que converteu o contrato de trabalho em privilégio oligárquico e o emprego formal em bem escasso.
A reação da CGT e de seus aliados ideológicos — com Axel Kicillof à frente, fiel intérprete do populismo intervencionista — resume-se a uma retórica maniqueísta: “regressão histórica”, “escravidão contemporânea”, “ataque aos direitos adquiridos”. Trata-se da mesma esquerda que aplaudiu o expansionismo estatal descontrolado, o clientelismo assistencialista, as obras públicas superfaturadas e a monetização irresponsável do déficit, mas que agora invoca a sacralidade do status quo laboral quando este ameaça seu poder de veto.
Curiosamente, esses mesmos atores sindicais jamais convocaram greves gerais contra os escândalos de corrupção endêmicos nos governos kirchneristas ou contra a deterioração salarial real sob administrações peronistas. Sua militância seletiva revela o caráter político e ideológico.
À CGT, ao kirchnerismo e à esquerda corporativista: o paradigma rentista chegou ao fim. A reforma será sancionada, a economia crescerá sustentadamente e a história consignará quem optou pela obstrução e quem pela reconstrução nacional.
Viva a liberdade! E que Deus abençoe a Argentina que Milei está reconstruindo!
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Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. |














