STF formaliza abertura de ação penal contra Eduardo Bolsonaro por coação

O ex-deputado é acusado de tentar intimidar o Supremo a arquivar o julgamento sobre a tentativa de golpe para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e de promover o tarifaço contra as exportações brasileiras 

  • Por Jovem Pan
  • 20/02/2026 08h18 - Atualizado em 20/02/2026 08h41
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Eduardo Bolsonaro Em setembro, Eduardo foi denunciado pela PGR no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros do STF.

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu formalmente ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) pelos crimes de obstrução à Justiça e coação. A medida foi oficializada nesta quinta-feira (19), após a Corte receber a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), dando início à fase processual no tribunal.

Votaram pelo recebimento da acusação os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Com a decisão, o ex-parlamentar passa à condição de réu no processo.

Em setembro, Eduardo foi denunciado pela PGR no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros do STF.

A  Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro por faltas, devido ao fato de o deputado ter deixado de comparecer à terça parte das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, conforme prevê a Constituição.

Em março, Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar. A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas nas sessões plenárias.