Tarifas de Trump: o mundo dá voltas
A redução tarifária é uma boa notícia para a economia brasileira, que conseguiu sobreviver ao tarifaço
A Suprema Corte dos EUA, de maioria conservadora, decidiu por 6 a 3 derrubar as tarifas protecionistas colocadas por Donald Trump contra vários países do mundo, entendo que essa decisão era prerrogativa do Congresso Nacional, e não do Poder Executivo.
Logo após o veredito da Justiça, Trump adotou tarifas globais de 10%, subindo em seguida para 15%. Isso significa que qualquer país hoje que exporte para os EUA deverá pagar um tributo de 15%.
Ironicamente, os países mais taxados anteriormente – Brasil e China – hoje são os mais beneficiados com as novas tarifas, conforme destacou o Financial Times.
A redução tarifária é uma boa notícia para a economia brasileira, que conseguiu sobreviver ao tarifaço, diversificando as exportações para outros países. Se as empresas brasileiras conseguiram lidar com tarifas de até 50%, imagine agora com alíquotas de 15%. Sem sombra de dúvidas, o novo patamar tarifário garante a volta das firmas brasileiras ao maior mercado consumidor do planeta.
É claro que é cedo para cantar vitória diante de um presidente absolutamente imprevisível. Entretanto, a redução tarifária abre uma janela de oportunidade excelente de negociação e parceria com os EUA, ainda mais quando temos um ativo muito desejado por eles: a tal das terras raras.
Quem imaginava essa reviravolta? Se antes estávamos com chapéu na mão, hoje estamos numa situação favorável para negociar. Já diz o ditado: o mundo dá voltas.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.