Técnicos e a dança das cadeiras no Brasil e na Europa

No Brasileirão 2025, a rotatividade bateu forte: foram 22 saídas até o fim da competição

  • Por Wanderley Nogueira
  • 15/02/2026 13h17
Gustavo Aleixo/Cruzeiro Tite Recém chegado ao Cruzeiro, Tite já sofre com pressão de parte da torcida

A conversa de hoje é demissão de treinador – ou melhor, a famosa “dança das cadeiras” que não para no nosso futebol.

No Brasileirão 2025, a rotatividade bateu forte: foram 22 saídas até o fim da competição (superando as 21 de 2024 e ficando perto do recorde recente de 25 em 2023).

Vários clubes trocaram até três vezes no ano

Apenas seis times mantiveram o mesmo técnico do início ao fim: Palmeiras (Abel Ferreira), Flamengo (Filipe Luís), Bahia (Rogério Ceni), Cruzeiro (Leonardo Jardim), Ceará (Léo Condé) e Mirassol (Rafael Guanaes). Estabilidade? Quase um milagre por aqui.

Na Europa, o cenário é bem diferente. Na Premier League 2025/26, até fevereiro/2026, tivemos cerca de 7 demissões permanentes – número alto para o padrão inglês, mas longe dos recordes (17 em 2022/23, o maior da história). Está mais para uma temporada de instabilidade “normal” do que caos total.

A Serie A italiana e a La Liga espanhola seguem mais tranquilas: ambas com 4 a 5 trocas até agora. Na Itália, nada de “dança extrema”. Na Espanha, mesmo com a saída bombástica de Xabi Alonso do Real Madrid, o total permanece baixo – a La Liga continua sendo uma das ligas mais estáveis do continente em longevidade de técnicos.

Resumo da ópera: no Brasil, o emprego de treinador segue ultra-instável, com pressão imediata e pouca paciência. Na Europa, mesmo com ondas de mudanças (como agora na Inglaterra), o cargo ainda permite ciclos mais longos e confiança maior.

Até a próxima!

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.