Política

Thiago Medina denuncia João Campos ao MP por campanha antecipada

Alegação é de suposta prática de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político e econômico por parte do prefeito do Recife

Vereador de Recife, Thiago Medina pede cassação de médico que zombou da morte de Charlie Kirk | Foto: Divulgação/Câmara Municipal do Recife
O vereador do Recife Thiago Medina (PL) | Foto: Divulgação/Câmara Municipal do Recife

O vereador recifense Thiago Medina, do Partido Liberal (PL), protocolou junto ao Ministério Público Eleitoral uma Notícia de Fato com pedido de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o prefeito do Recife, João Campos. A alegação é de uma suposta prática de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político e econômico.

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De acordo com a representação, João Campos, que é pré-candidato ao governo de Pernambuco, teria utilizado a estrutura do Carnaval da capital, no Marco Zero, para promover indiretamente sua futura candidatura estadual.

O episódio ocorreu durante o encerramento das festividades de 2026, quando o prefeito publicou vídeo em suas redes sociais ostentando a bandeira de Pernambuco ao som da música “Anunciação”, do cantor Alceu Valença. O refrão “Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais” seria uma alusão direta à disputa eleitoral estadual.

Na peça encaminhada ao Procurador Regional Eleitoral de Pernambuco, Medina sustenta que a conduta configura propaganda eleitoral antecipada, vedada pelo art. 36 da Lei nº 9.504/97, além de representar abuso de poder político ao utilizar evento público custeado pela prefeitura para fins de promoção pessoal.

Mais argumentos de Medina contra João Campos

João Campos, prefeito de Recife, em frente ao canteiro de obras do Parque Eduardo Campos | Foto: Hélia Scheppa/PCR
João Campos, prefeito do Recife, em frente ao canteiro de obras do Parque Eduardo Campos | Foto: Hélia Scheppa/PCR

O vereador ainda argumenta que o alcance da publicação, que pode chegar a centenas de milhares de pessoas, tem potencial para desequilibrar o pleito de 2026. Assim, conforme o pedido, fere o princípio da isonomia entre os futuros candidatos.

Além da aplicação de multa, o vereador requereu que o Ministério Público Eleitoral proponha ação de investigação judicial eleitoral que busque a declaração de inelegibilidade de João Campos por 8 anos, nos termos da Lei Complementar nº 64/90, diante da gravidade dos fatos narrados pelo parlamentar.

“Não se trata de mero ato festivo”, argumentou Medina. “O que houve foi a utilização da máquina pública e de um evento institucional para projetar uma candidatura estadual de forma antecipada. A legislação eleitoral é clara e precisa ser respeitada.”

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Agora, o Ministério Público Eleitoral deve analisar a representação. Posteriormente, o órgão poderá instaurar investigação e adotar as medidas cabíveis.

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