STF ALEXANDRE DE MORAES
Alexandre de Moraes começou o ano negando prisão domiciliar para Jair Bolsonaro e mandando Filipe Martins para a prisão. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

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Festa da virada ainda não teve. Não a virada necessária e pela qual o Brasil espera há tanto tempo. O Ano-Novo, assim, com hífen e maiúsculas, passou. Apenas uma mudança no calendário se estabeleceu: um novo dia, um novo mês, um novo ano. A festa particular de cada um, na bagunça que não tem fim, nada teve de antecipadora de um novo tempo, um novo tempo de verdade para o país do futuro que nunca chega.

O ano-novo, assim, com hífen e minúsculas, foi o começo do quê? O primeiro dia de 2026 teve a posse do novo prefeito de Nova York. O comunista Zohran Mamdani fez o juramento com a mão sobre o Corão, o livro sagrado do Islã. O primeiro muçulmano à frente da maior cidade dos Estados Unidos já indicou como conselheiro-geral de Nova York o advogado Ramzi Kassem, um ativista anti-Israel que defendeu terroristas da Al-Qaeda.

Até quando o ano novo é novo? Que novidades podem transformá-lo e transformar os próximos anos, as próximas décadas?

No Brasil, a Caixa Econômica Federal não conseguiu fazer o sorteio da Mega da Virada no último dia de 2025. Ficou mesmo para o primeiro dia de 2026. O volume de apostas foi muito grande... E o sistema do banco, que não é infalível como o do TSE, não deu conta. Houve seis ganhadores. Dessa vez, o bolão dos servidores ligados à liderança do PT na Câmara dos Deputados acertou apenas a quadra. Em 2019, o grupo ganhou o prêmio máximo: R$ 2,4 milhões para cada um dos 49 participantes.

Jair Bolsonaro voltou à prisão. Ele estava internado desde a véspera de Natal e passou por três procedimentos cirúrgicos. Recebeu alta hospitalar no primeiro dia do ano, e Alexandre de Moraes, naquele clima de confraternização com o mal que o caracteriza, não quis saber de “prisão domiciliar de natureza humanitária”. Assim, a coleção de injustiças e de atos persecutórios que começou em 2019, com o Inquérito do Fim do Mundo, não se desfez como mágica, na noite da virada...

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O ano novo, assim, sem hífen e com minúsculas, tem de novo Filipe Martins atrás das grades. Ele foi denunciado por “fazer uma pesquisa no Linkedin”... Sua ficha criminal não para de crescer. Seus “crimes” são gravíssimos: ajeitar a lapela do paletó; pegar um Uber; não viajar para os Estados Unidos; não participar de “reuniões golpistas”; não fazer e não assinar uma “minuta do golpe”; não inventar uma delação...

Não era isso que eu queria para a primeira coluna de 2026... E me pergunto: até quando o ano novo é novo? Que novidades podem transformá-lo e transformar os próximos anos, as próximas décadas? As vítimas são cada vez mais vítimas, o ódio contra elas não se extingue... Pois, ao sacrifício iremos, neste ano, e no outro, e no outro... Ainda com esperança na restauração da Justiça dos homens, e sempre com fé total na Justiça de Deus.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos