Política

Toffoli deixa relatoria do caso Master, depois de reunião de ministros

Outro ministro será escolhido; tribunal não viu suspeição nos atos do magistrado e manifestou respeito 'à dignidade' do juiz do STF

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O ministro Dias Toffoli, durante sessão plenária no STF - 12/02/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Nesta quinta-feira, 12, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou a relatoria dos processos do Banco Master no STF.

A decisão ocorreu depois de uma reunião de pouco mais de três horas, entre os dez magistrados, na presidência da Corte.

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Dessa forma, agora, um novo relator será escolhido.

Embora Toffoli tenha deixado o comando das ações, o STF não viu motivo para atender à Polícia Federal e torná-lo suspeito. Conforme a Corte, ela reconhece “a plena validade dos atos praticados” por ele em todos os processos vinculados ao caso.

Os ministros ainda expressaram “apoio pessoal” a Toffoli, “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR”.

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Leia a nota completa sobre a saída de Toffoli do caso Master

Os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, DF — 2/2/2026 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Os dez ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao exmo. min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à presidência do tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua relatoria para que a presidência promova a livre redistribuição.

A presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo relator”.

Pressão interna

Mais cedo, Oeste informou que ministros reconhecem a gravidade do mais recente capítulo que envolve Toffoli e o Master.

“A situação é delicada”, declarou um ministro a Oeste, em caráter reservado, ao admitir o clima de tensão entre os magistrados. “O momento exige cuidado”, acrescentou outro ministro ouvido pela coluna.

Leia também: “O dilema da toga”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 308 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    E o peixe grande , o careca que recebeu propina de 129 milhões do master? Vai ficar solto?

  2. Gui
    Gui

    Excelência pra cá, excelência pra lá, o pior de tudo é o stf fazer os brasileiros de patetas, como se o que escrevessem não fosse uma deslavada mentira.

  3. Luís Fernando Belix
    Luís Fernando Belix

    A saída deste projeto de ministro era inevitável. Evitável era esta nota mequetrefe.