Política

Toffoli diz que PF não tem 'legitimidade' para pedir sua suspeição no caso Master

Ministro do STF disse que vai enviar explicações a Edson Fachin

dias toffoli
O ministro Dias Toffoli, durante abertura do Ano Judiciário, no STF - 2/2/2026 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Nesta quarta-feira, 11, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), subiu o tom com a Polícia Federal (PF).

Isso porque a PF pediu a suspeição do juiz do STF nos processos do Banco Master que tramitam na Corte.

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Conforme o magistrado, porém, a instituição “não tem legitimidade” para tal.

“Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada ao presidente da Corte”, disse Toffoli.

Não perca:

No começo da semana, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se encontrou com o presidente do Supremo, Edson Fachin, na sede do tribunal.

Rodrigues entregou a Fachin documentos com menções a Toffoli extraídas do celular do dono do Master, Daniel Vorcaro. O material reúne também diálogos de Vorcaro com parlamentares.

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Nota de Dias Toffoli

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela PF trata de ilações.

Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil.

Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”.

Viagem de jatinho

Em dezembro do ano passado, Toffoli viajou a Lima, no Peru, em um jatinho particular do empresário Luiz Oswaldo Pastore.

Na aeronave, estavam também Augusto de Arruda Botelho, advogado de um dos diretores do Master, e o ex-deputado Aldo Rebelo.

Toffoli, dias depois, estabeleceu sigilo máximo ao processo ao se tornar relator dele.

Mesmo com o avanço de denúncias que envolvem a proximidade entre juiz e parte, o magistrado tem reafirmado sua relatoria do caso.

Leia também: “O dilema da toga”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 308 da Revista Oeste

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