Vaias a Lula na Sapucaí expõem divisão política também no Carnaval
Recepção a presidente em camarote durante desfile no Rio teve aplausos e críticas, refletindo o clima de polarização

O presidente Lula da Silva foi alvo de vaias na noite deste domingo, 15, enquanto acompanhava os desfiles das escolas de samba em um camarote na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu durante a apresentação da Acadêmicos de Niterói, que levou à avenida um enredo em homenagem à trajetória política do petista.
Relatos indicam que a recepção ao presidente foi mista. Em alguns pontos do sambódromo houve aplausos e manifestações favoráveis, mas em setores próximos a camarotes foram registradas vaias e reações críticas. Lula assistiu ao desfile de um espaço reservado, ao lado de aliados políticos e autoridades.
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Lula: intervenção de seguranças
A escola estreou no Grupo Especial com um enredo inspirado na história do presidente, o que gerou forte repercussão e intensificou a presença de manifestações políticas no ambiente festivo. A homenagem provocou respostas distintas do público. Enquanto parte dos presentes aplaudia e cantava em apoio, outros reagiram com vaias, evidenciando o clima polarizado mesmo em um evento tradicionalmente marcado pela celebração cultural.
Também houve registro de críticas direcionadas ao presidente em áreas próximas ao camarote. Em um dos setores, um grupo chegou a fazer gestos e manifestações contrárias, sendo orientado por agentes de segurança a manter a discrição.
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A presença de Lula na Sapucaí ocorreu em meio a um cenário sensível, já que 2026 é ano eleitoral e a homenagem a um presidente em exercício gerou debate público e questionamentos políticos. A apresentação da escola foi interpretada por aliados como um tributo cultural, mas criticada por opositores como sinal de antecipação do clima de campanha.
O petista chegou ao sambódromo com forte esquema de segurança e acompanhou o desfile sem discursos públicos. A opção foi manter a participação discreta para evitar controvérsias maiores em torno do evento. Apesar da tentativa de manter o foco na festa, o episódio das vaias reforçou a dimensão política do Carnaval deste ano. A recepção dividida evidenciou o risco futuro de tornar a festa em mais um campo de confronto, mesmo no nível simbólico.
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