Valdemar admite erro em 2022 e defende Tereza Cristina ou Zema na chapa de Flávio
Presidente do PL afirma que Bolsonaro deveria ter tido uma mulher como vice e prevê disputa ‘equilibrada’ em 2026

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, afirmou que a escolha do general Walter Braga Netto como candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022 foi um “erro estratégico”. Segundo ele, a campanha deveria ter apostado em um nome feminino para ampliar a penetração eleitoral entre mulheres.
A declaração foi feita na noite desta segunda-feira, 23, durante evento promovido pelo grupo Esfera Brasil. Valdemar disse que alertou Bolsonaro à época sobre o desempenho nas pesquisas e sugeriu a inclusão da senadora Tereza Cristina como vice, mas a decisão final coube ao então candidato à reeleição.
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Valdemar e a estratégia para 2026
Com vistas ao próximo pleito presidencial, o dirigente partidário defendeu que Flávio Bolsonaro tenha como vice Tereza Cristina ou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Zema, no entanto, já declarou publicamente que pretende disputar o Palácio do Planalto.
Valdemar avaliou que a eleição tende a ser “bastante equilibrada” e ressaltou a importância da vitória ainda no primeiro turno. Ele afirmou não vislumbrar cenário de segundo turno sem a presença de Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro, além de defender a convergência das forças de direita para evitar dispersão de votos.
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O presidente do PL também destacou a necessidade de ampliar o desempenho eleitoral em Estados considerados estratégicos, argumentando que a diferença final poderá ser apertada. Questionado sobre sua preferência pessoal, Valdemar disse que o tema ainda está em discussão, mas reiterou que uma mulher na vice poderia agregar eleitoralmente.
Ele citou Tereza Cristina como nome com potencial de atrair o voto feminino e afirmou que vai conversar com os possíveis indicados. Apesar das opiniões, ressaltou que a palavra final caberá a Jair Bolsonaro, a quem atribuiu protagonismo e liderança dentro do partido.
Tensão com Carlos Bolsonaro
Valdemar minimizou divergências recentes com o ex-vereador Carlos Bolsonaro, depois de declarações sobre a prerrogativa de definição de candidaturas nos Estados. O dirigente explicou que há um entendimento interno segundo o qual Bolsonaro indica nomes ao Senado. Por sua vez, cabe à executiva partidária conduzir as articulações para governos estaduais, sempre ouvindo parlamentares locais.
No fim de semana, Carlos afirmou que o pai elabora uma lista de candidatos que apoia nos Estados, o que gerou interpretações distintas sobre o grau de autonomia do ex-presidente nas decisões partidárias. Valdemar classificou as divergências como parte do debate interno e afirmou que o partido mantém diálogo com aliados antes de formalizar qualquer definição.
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