Viajar no feriadão? Saiba quais são os trechos mais perigosos das rodovias federais
Levantamento da CNT aponta aumento de 18% no número de mortes nas estradas federais; BR-101 lidera ranking de acidente
A Confederação Nacional de Transporte (CNT) divulgou, na segunda-feira (9), os trechos em rodovias mais críticos do país. Entre todas as estradas federais, a BR-101 aparece como a mais perigosa do país. Sozinha, concentrou 13.006 acidentes (17,9% do total) e 760 mortes (12,6%). No Nordeste, a estrada liderou as estatísticas com mais acidentes (3.898) e mais mortes (337). Os dados fazem parte do Guia CNT Viagem Segura 2026.
Outros trechos também se destacam pelo alto número de ocorrências. Em Pernambuco, na BR-423 (km 120 ao 130), foram registradas 19 mortes. Já em São Paulo, na BR-116 (km 220 ao 230), houve 392 acidentes no período analisado.
Na Região Norte, a BR-364 foi a que mais registrou acidentes (1.332) e mortes (96). No Pará, a BR-230 liderou tanto em acidentes (279) quanto em óbitos (55).
Em um todo, o Brasil registrou 72.476 acidentes entre janeiro e dezembro de 2025, de acordo com o levantamento. No mesmo período, 6.040 pessoas morreram.
Colisão é o tipo mais comum
As colisões representam quase dois terços dos acidentes: foram 44.755 registros, o que corresponde a 61,8% do total. Elas também lideram em número de mortes (3.866).
Em seguida aparecem as saídas de pista (10.203 acidentes) e os capotamentos ou tombamentos (7.707). Já os atropelamentos, embora menos frequentes (4.189), têm alto índice de mortes: foram 992.
O guia mostra que a ausência de reação do condutor é a causa mais recorrente de acidentes, com 11.456 registros (15,8%). Já o tráfego na contramão é a principal causa de mortes, responsável por 958 óbitos (15,9%).
Entre os comportamentos de risco apontados estão ultrapassagens indevidas, desatenção, reação tardia diante de obstáculos e ingestão de álcool.
Estradas com problemas
Além do comportamento dos motoristas, as condições das rodovias também preocupam. Segundo a pesquisa, 62,1% da extensão avaliada apresenta algum tipo de problema.
Mais da metade das rodovias tem falhas no pavimento (56,5%), quase metade apresenta problemas de sinalização (49,6%) e 62,2% têm deficiência na forma da via, como curvas perigosas e traçados inadequados.
O levantamento identificou ainda 2.146 pontos críticos ao longo das rodovias federais.

