Vice-presidente da Venezuela exige dos EUA prova de vida de Maduro

Delcy Rodriguez disse que forças cívico-militares vão defender o país

  • Por Jovem Pan*
  • 03/01/2026 08h41
Garcia / Presidência da Venezuela / AFP Maduro Esta foto divulgada pela assessoria de imprensa da Presidência da Venezuela mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (E), falando ao lado do ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino (D), durante um destacamento militar na cidade de Caribia, arredores de Caracas, em 11 de setembro de 2025

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, exigiu na manhã deste sábado (03) provas de vida do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, cujo paradeiro é desconhecido após os ataques dos Estados Unidos. 

Rodriguez denunciou o bombardeio militar norte-americana na capital e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, que resultou na morte de civis.

Segundo a vice-presidente, o presidente Maduro já havia alertado a população sobre um possível ataque dessa natureza, que afetaria civis em diversas partes do país. Em resposta à situação, a defesa nacional foi acionada seguindo as instruções do presidente.

“O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), o povo venezuelano organizado em milícias e agências de segurança cidadã, em perfeita integração policial, militar e cívico-militar, receberam instruções para defender a pátria”, afirmou Rodriguez.

A vice-presidente enfatizou que ninguém violará o legado histórico de Simón Bolívar nem o direito da Venezuela à independência, ao seu futuro e a ser uma nação livre, sem tutela externa. “Jamais seremos escravos. Somos filhos e filhas de Bolívar.”

Rodriguez lembrou que a Venezuela tem consistentemente caracterizado essas manobras como parte de uma estratégia para desestabilizar a região e minar sua soberania nacional, denunciando o que considera uma tentativa de intervenção armada para impor uma mudança de regime favorável aos interesses imperialistas.

A Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) e organizações como a Coalizão Resposta condenaram o que chamam de “crime contra a paz” e uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas, apelando à solidariedade internacional e à mobilização global contra o que consideram uma guerra colonial pelo petróleo venezuelano.

*Agência Brasil