Zaeli defende indústria na Câmara: 6×1 aumenta custo de produção sem nenhum estudo

Deputado ouviu setor produtivo de Mato Grosso e alertou que mudança vai encarecer produtos e reduzir poder de compra do trabalhador

  • Por Bruno Pinheiro
  • 24/02/2026 21h17 - Atualizado em 24/02/2026 21h21
Banco imagens da câmara Rodrigo da Zaeli Deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT)

O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL-MT) foi à tribuna da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (24) para defender o setor industrial e disparar contra a proposta de extinção da escala 6×1. Respaldado por reunião com presidentes e ex-presidentes de sindicatos e entidades do setor produtivo de Rondonópolis, o parlamentar acusou os defensores da medida de enganar o trabalhador. “Existe um grave problema naqueles que vendem uma mentira e naqueles que querem encarar a realidade”, afirmou.

A principal queixa levantada no encontro, realizado na Casa da Indústria de Rondonópolis, foi a ausência de qualquer estudo técnico que sustente a proposta. “Chegamos para discutir esse projeto e ele ainda não tem sequer um estudo do governo ou de quem o propôs à sociedade. Uma falta de responsabilidade incrível”, disse Zaeli da tribuna.

O deputado também questionou o impacto sobre trabalhadores remunerados por comissão ou produtividade. “Como é que fica aquele trabalhador que ganha por comissão? Não podendo trabalhar três dias por semana, vai ganhar de que forma?”, questionou. Na sua avaliação, o aumento do custo da mão de obra se transfere diretamente para o preço final dos produtos e serviços. “Mesmo que não haja redução de salário, haverá claramente aumento no preço final. E o poder de compra do brasileiro vai sucumbir mais uma vez”, alertou.

Ao encerrar, Zaeli enquadrou a proposta como manobra eleitoral. “Todo projeto que vem dessa forma de narrativa para levantar a popularidade de um presidente que só faz cobrar mais impostos não vai dar certo. Não será dessa vez que veremos um projeto populista dar certo nesse país”, concluiu.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.