Política

CPI do Crime Organizado cancela reunião depois de prisão de Vorcaro

Banqueiro seria ouvido; comissão que discutiria aprovação do acordo Mercosul–UE também não ocorrerá

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master | Foto: Reprodução/Polícia Federal
Daniel Vorcaro, dono do Master, durante depoimento na Polícia Federal | Foto: Reprodução/Polícia Federal

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado cancelou a reunião marcada para esta quarta-feira, 4, depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O banqueiro deporia no colegiado nesta quarta-feira.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Receba nossas atualizações

Outra reunião cancelada foi a da Comissão de Relações Exteriores que discutiria, e poderia aprovar, o acordo do Mercosul–União Europeia (UE). O texto estava previsto para ir a plenário nesta quarta-feira, no entanto, a relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS), não apresentou o relatório final ao colegiado.

Saiba mais:

Prisão de Vorcaro

A prisão do ex-dono do Master acontece em mais uma fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), contra irregularidades na instituição financeira. O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado dele, também é alvo e se entregou à PF.

A terceira fase da Operação Compliance Zero objetiva investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

De acordo com a PF, os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais.

Caso Master na CPI: foco em Vorcaro

Apesar de ter sido originada na megaoperação do Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, em 28 de outubro de 2025, a CPI do Crime Organizado voltou sua atenção ao caso Banco Master. Em especial, as relações da instituição financeira e seus executivos com o Poder Judiciário.

A comissão deve investigar os contratos de honorários advocatícios que somariam R$ 130 milhões entre a instituição financeira e o escritório da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O colegiado analisará um possível conflito de interesses do também ministro do Corte Dias Toffoli, que era relator do caso. 

1 comentário
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    BOSTIL entregue nas mãos de gente bandidagem, faccionados!