Política

Depois de visita, Carlos atualiza quadro de Bolsonaro: 'Abatido'

Pelas redes sociais, o ex-vereador do Rio de Janeiro expressou preocupação com o estado de saúde do pai

Vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Reprodução/Redes sociais
O político Carlos Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Twitter/X

Depois de se reunir com Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, 18, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, Carlos Bolsonaro relatou que o ex-presidente apresenta sinais de cansaço e abatimento. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.

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Pelas redes sociais, o ex-vereador do Rio de Janeiro expressou preocupação com o estado de saúde do pai. O político disse temer o momento em que não haverá reversão possível.

Carlos relatou que Bolsonaro questiona as razões para estar preso e afirma não haver crime algum. “É humanamente impossível que alguém suporte tais condições por tanto tempo e consiga manter-se ileso”, escreveu o filho. “Se eu estou cansado, imagine ele.”

Efeitos do encarceramento e manifestações de apoio

Carlos também escreveu que, apesar da resistência do ex-presidente, os efeitos negativos da situação ficam cada vez mais evidentes. “Ele é uma rocha, mas é impossível não perceber que, dia após dia, a covardia que sofre o atinge cada vez mais”, afirmou, via publicação na rede social X.

Leia também: “Moraes, o carcereiro”, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 309 da Revista Oeste

Durante a visita, Carlos organizou os livros do pai e elogiou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pelos recados deixados nas tampas das marmitas entregues a Bolsonaro. “Pequenos gestos que mantêm a dignidade em meio ao absurdo”, escreveu.

Confira a nota completa de Carlos Bolsonaro

O ex-presidete Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Twitter/X

“Saio mais uma vez da Papuda nesta Quarta-feira de Cinzas, seguindo rigorosamente os dias e horários de visita – quartas e sábados. Encontrei o Presidente sonolento e abatido, obviamente se questionando sobre uma prisão que jamais deveria existir, já que não cometeu crime algum. É humanamente impossível que alguém suporte tais condições por tanto tempo e consiga manter-se ileso. Se eu estou cansado, imagine ele.

Deu tempo de dar uma arrumada em seus livros e nos poucos utensílios de plástico permitidos. Organizei também as tampas das marmitas, sempre com as mensagens que a Michelle deixa para cada refeição – pequenos gestos que mantêm a dignidade em meio ao absurdo.

Mais um dia se passou, e minha preocupação só aumenta ao ver a normalização do que estão fazendo. Pode existir a qualquer momento um ponto de não retorno em relação à saúde do meu pai. Ele é uma rocha, mas é impossível não perceber que, dia após dia, a covardia que sofre o atinge cada vez mais.”

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