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O deputado federal Vitor Lippi (SP) e a deputada estadual Maria Lúcia Amary deixaram o PSDB e oficializaram, nesta sexta-feira (6), suas filiações ao PSD, de Gilberto Kassab. O evento ocorreu na cidade de Sorocaba (SP) e contou com a participação dos três presidenciáveis da sigla: o governador do Paraná, Ratinho Júnior; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também ex-tucano.
O movimento é uma continuação da tendência de encolhimento do PSDB e expansão do PSD. Nas eleições de 2024, os tucanos perderam 246 prefeituras, enquanto o PSD saltou de 650 para 887. Por outro lado, o diretório tucano no Ceará ganhou o reforço do ex-ministro Ciro Gomes, que deve disputar o governo do estado.
Na cerimônia, Lippi elogiou o partido do qual está de saída, avaliando-o como "importantíssimo", mas apontou para "uma série de crises sequenciais", sobretudo em São Paulo. Já Amary vê na mudança um "novo rumo" em sua carreira política. Ambos estavam há três décadas no PSDB.
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Kassab e os três pré-candidatos têm negado, publicamente, que haja rivalidade interna. "Nosso grupo tem três pré-candidatos: Eduardo Leite, Ratinho e eu. Até o fim do mês o Kassab vai dizer qual de nós será o candidato", declarou Caiado, que já anunciava sua busca pelo Planalto quando estava no União Brasil. Ratinho Júnior foi no mesmo sentido: "o mais importante é que todos estejam unidos, independentemente de qual seja o nome escolhido."
O presidente da sigla admite a possibilidade de incluir dois nomes na chapa presidencial, em uma chapa pura. Ratinho Júnior, no entanto, revelou que a possibilidade é tratada, internamente, como secundária. Já há uma proximidade entre o PSD e outro partido, o Republicanos: Kassab é secretário Estadual de Governo e Relações Institucionais de São Paulo e defendia que o governador paulista, Tarcísio de Freitas, concorresse ao Planalto.



