Exército israelense diz ter atacado altos funcionários iranianos reunidos em Teerã

Exército “avalia atualmente os resultados do ataque” e se encontra “em estado de preparação em várias frentes” caso a campanha “se estenda a outros teatros” de operações

  • 28/02/2026 10h55
ATTA KENARE / AFP Ataque contra o Irã Uma coluna de fumaça se eleva após o relato de uma explosão em Teerã em 28 de fevereiro de 2026

O Exército israelense afirmou, neste sábado (28), ter atacado várias reuniões de altos funcionários iranianos em Teerã, durante sua operação conjunta lançada com os Estados Unidos.

“O ataque desta manhã ocorreu de forma simultânea em vários locais de Teerã, onde estavam reunidos altos funcionários políticos e de segurança”, informou o Exército israelense em um comunicado.

O texto acrescentou que o Exército “avalia atualmente os resultados do ataque” e se encontra “em estado de preparação em várias frentes” caso a campanha “se estenda a outros teatros” de operações.

As forças armadas israelenses tinham se preparado para este ataque “com um plano operacional elaborado durante meses”, acrescentou.

De acordo com a rádio e televisão pública israelense, o aiatolá Ali Khamenei, guia supremo iraniano, e o presidente Masoud Pezeshkian, estão entre os alvos da ofensiva americana-israelense.

“Na primeira onda, apontamos para alvos de alto escalão, pessoas envolvidas nos planos destinados a destruir Israel”, declarou uma fonte da segurança israelense, sem fornecer nomes, em uma sessão informativa à qual a AFP assistiu.

Ataques

A operação conjunta entre EUA e Israel começou com fumaça sendo vista sobre Teerã, capital iraniana, após ataques que Tel-aviv classificou como preventivos. Pouco depois, Trump utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa em vídeo anunciando operações de combate dos EUA no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.

Foi vista fumaça subindo sobre o distrito de Pasteur, em Teerã — local da residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei — e houve um enorme destacamento de segurança na capital. Os EUA e Israel afirmaram que suas operações visavam locais militares iranianos. O exército israelense alertou os iranianos que estivessem dentro ou perto de infraestruturas militares em todo o país para que evacuassem, afirmando que os ataques ocorreram após meses de planejamento conjunto entre os aliados.

No sul do Iraque, um bombardeio que visou uma base militar que abriga um grupo pró-Irã matou pelo menos duas pessoas, segundo as autoridades. Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos EUA em Erbil, no Iraque, de acordo com jornalistas da AFP.

Onda de mísseis e drones

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter como alvo a Quinta Frota dos EUA no Bahrein, após uma primeira onda de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.

“A primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados começou”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em comunicado, referindo-se a Israel.

O serviço de emergência Magen David Adom, de Israel, informou que estava tratando um homem com ferimentos causados por explosão no norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã fez “todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.

Explosões no Golfo

Explosões foram relatadas em toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP na capital saudita, Riade, ouviram fortes explosões, assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha, capital do Catar.

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos EUA. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques recebidos.

*com informações da AFP