Política

Fontes divergem sobre morte do 'agente' de Vorcaro

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão estava sob custódia da Polícia Federal na superintendência da corporação em Minas Gerais

Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o 'funcionário' de Vorcaro | Foto: Reprodução
A PF informou que irá instaurar procedimento interno para apurar o caso | Foto: Reprodução

No fim da tarde desta quarta-feira, 4, a imprensa noticiou a suposta tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e um dos presos na terceira fase da Operação Compliance Zero.

Mourão estava sob custódia da Polícia Federal (PF) na superintendência da corporação em Minas Gerais.

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Em nota publicada às 16h55, a corporação afirmou que “ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)”.

“A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado à rede hospitalar para avaliação e para atendimento médico”, prosseguiu a nota.

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A PF também informou que irá instaurar procedimento interno para apurar o caso, além de encaminhar registros em vídeo com detalhes da operação ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

No início da noite, um policial federal teria confirmado a morte de Mourão à revista Veja.

Depois da repercussão da notícia, a PF complementou a nota publicada no fim da tarde e negou a morte de Mourão.

Às 22 horas, a corporação publicou o seguinte: “A PF não confirma as notícias veiculadas na imprensa que atestam a morte do custodiado. Informações sobre o estado de saúde do preso serão informadas depois de atualização da equipe médica.

Entretanto, uma apuração do portal g1 revelou que, por volta das 21h45, o Hospital João XXIII iniciava o protocolo para confirmar a morte cerebral de Mourão.

O protocolo

O protocolo de morte encefálica (ME) reúne um conjunto rigoroso de exames clínicos e complementares para determinar a morte cerebral, caracterizada pela interrupção irreversível das funções do cérebro.

No Brasil, os médicos realizam dois exames clínicos, com intervalo mínimo entre eles, aplicam um teste de apneia e solicitam um exame complementar para confirmar legalmente a morte.

Inicialmente, exige-se um período mínimo de seis horas de tratamento intensivo depois da identificação da causa do coma.

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Nos casos de encefalopatia hipóxico-isquêmica, o tempo mínimo de observação é de 24 horas.

O protocolo também determina intervalo mínimo de uma hora entre o primeiro e o segundo exame clínico.

Os médicos podem realizar os exames complementares depois do primeiro exame clínico, desde que eles comprovem a ausência de fluxo sanguíneo ou de atividade elétrica cerebral.

“Sicário”

As investigações sobre um esquema bilionário de fraudes financeiras no Banco Master resultaram na prisão de dois suspeitos centrais: “Sicário”, responsável por tarefas operacionais, e Daniel Vorcaro, banqueiro apontado como líder da organização criminosa.

A PF deteve ambos durante a Operação Compliance Zero, que apura o funcionamento de diferentes núcleos do grupo.

Segundo as apurações, “Sicário” atuava em funções estratégicas, como monitoramento de alvos, acesso não autorizado a dados sigilosos e ações de intimidação, tanto física quanto moral.

Conversas obtidas pela PF revelam que Daniel Vorcaro ordenou a obtenção de informações pessoais de uma funcionária, a intimidação de outros empregados e o planejamento de agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Leia também: “Não se intimide, ministro”, artigo de Augusto Nunes, publicado na Edição 311 da Revista Oeste

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