Política

Lula confirma mais uma viagem internacional

O presidente da República cumprirá agenda na Espanha, de 17 a 18 de abril

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Durante a ligação, Lula e Pedro Sánchez também trocaram avaliações sobre a escalada militar no Oriente Médio | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que viajará à Espanha em abril para uma visita oficial e para participar de um encontro internacional voltado à defesa da democracia. A agenda foi discutida em conversa telefônica com o chefe do governo espanhol, Pedro Sanchez, realizada nesta quarta-feira, 4.

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A viagem está prevista para 17 de abril, com compromissos em Barcelona. No dia seguinte, Lula participará da quarta reunião de alto nível do grupo “Em Defesa da Democracia”.

O fórum foi criado no ano passado e reúne governos da América Latina e da Europa. Além de Brasil e Espanha, participam da iniciativa Colômbia, Chile e Uruguai.

Lula e Sanchez comentam a guerra no Oriente Médio

Durante a ligação, Lula e Sánchez também trocaram avaliações sobre a escalada militar no Oriente Médio, em meio ao confronto que envolve Estados Unidos (EUA), Israel e Irã.

De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram apoio ao encerramento das hostilidades e defenderam a retomada de negociações de paz com base no Direito internacional.

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Eles também reiteraram apoio ao multilateralismo como instrumento para a promoção da paz e do desenvolvimento sustentável.

Espanha enfrenta pressão dos EUA

A posição do governo espanhol diante do conflito no Irã provocou tensão com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Sánchez recusou o uso de bases militares no sul da Espanha para operações contra o território iraniano, decisão que gerou críticas da Casa Branca. Trump chegou a mencionar a possibilidade de rever relações comerciais com o país europeu.

Nesta quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Washington e Madri teriam chegado a um entendimento, e a Espanha colaboraria com ações militares.

O governo espanhol negou a informação e reiterou que não pretende participar da ofensiva contra o Irã.

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