‘O Agente Secreto’ vence como ‘Melhor Filme de Língua Não Inglesa’ e coloca Brasil no topo depois de mais de 20 anos
Último brasileiro que tinha conquistado a estatueta foi Central do Brasil, em 1998, obra dirigida por Walter Salles
Depois de 27 anos, o Brasil voltou a conquistar um Globo de Ouro na categoria ‘Melhor Filme de língua não inglesa’. O último tinha sido em 1998, quando Central do Brasil, dirigido por Walter Salles, ganhou. Neste domingo (11), “O Agente Secreto’, dirigido por Kleber Mendonça, e que traz Wagner Moura no papel principal, venceu na categoria. Esse é mais um dos prêmios para o vários que o filme acumula desde o seu lançamento em mais de 2025. O filme já conta com mais de 40 premiações nacionais e internacionais, foram 54 troféus em 35 premiações.
Vencer o Globo de Ouro coloca o longa brasileiro na mira do Oscar, que vai anunciar os indicados no dia 22 de janeiro. ‘O Agente Secreto’ já levou mais de um milhão de pessoas aos cinema, na França são quase 300 mil, e em breve o filme estreia na Espanha, Reino Unido e Irlanda. Na primeira semana de janeiro, venceu no Critics Choice Awards como ‘Melhor Filme Internacional’, a primeira vitória do Brasil na categoria.
No Globo de Ouro, o filme concorria com:
- ‘Valor Sentimental’;
- ‘Foi Apenas um Acidente’;
- ‘A única saída’
- ‘Sirat’;
- ‘A voz de Hind Rajab’

O diretor brasileiro Kléber Mendonça Filho e a produtora francesa Emilie Lesclaux posam na sala de imprensa com o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa por “O Agente Secreto” durante a 83ª edição do Globo de Ouro │ETIENNE LAURENT / AFP
O Globo de Ouro reúne 334 votantes de 85 países que são os responsáveis por eleger os melhores – diferente do Oscar em que apenas representantes norte-americanos participam da escolha. O Brasil já foi indicado 21 vezes, mas até o momento só tinha conseguido vencer em três ocasiões: Orfeu Negro, em 1960, Central do Brasil, em 1998 – os dois na categoria ‘Melhor Filme de língua não-inglesa’ – e Fernanda Torres, em 2025, na categoria ‘Melhor Atriz’. Agora o país conquistou seu quarto triunfo.
O Agente Secreto
Ambientado no Recife de 1977, durante a ditadura militar, “O Agente Secreto” acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário que retorna à capital pernambucana em busca de refúgio, mas acaba envolvido em uma rede de espionagem e conspiração. O filme é a aposta oficial do Brasil para buscar uma vaga no Oscar 2026 e já acumula reconhecimento internacional. A produção foi premiada no Festival de Cannes (maio) e pelo Círculo de Críticos de Nova York (NYFCC), onde levou os prêmios de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator. O filme é dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Relembre as indicações do Brasil
1960 — Orfeu Negro (vencedor) – Produção brasileira e francesa
- Melhor Filme de Língua Não-Inglesa
1979 – Dona Flor e seus Dois Maridos
- Melhor Filme de Língua Não-Inglesa
1982 – Pixote: A Lei do mais Fraco
- Melhor Filme Estrangeiro
1986 – O Beijo da Mulher Aranha
- Sônia Braga – Melhor Atriz Coadjuvante
- Melhor Filme – Drama
1989 – Luar Sobre Parador
- Sônia Braga – Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme
1994 – Amazônia em Chamas
- Sônia Braga – Melhor Atriz Coadjuvante
1996 – Murder One
- Daniel Benzzli, Melhor Ator em Série de Drama
1999 – Central do Brasil
- Fernanda Montenegro – Melhor Atriz – Drama
- Melhor Filme de Língua Não-Inglesa (Vencedor)
2002 – Abril Despedaçado
- Melhor Filme de Língua Não-Inglesa
2003 – Cidade de Deus
- Melhor Filme de Língua Não-Inglesa
2005 – Diários de Motocicleta
- Melhor Filme de Língua Não-Inglesa
2006 – O Jardineiro Fiel
- Fernando Meirelles – Melhor Direção
2016 – Narcos
- Wagner Moura – Melhor Ator em Série Dramática
2025 – Ainda Estou Aqui (vencedor)
- Fernanda Torres – Melhor Atriz – Drama (vencedora)
- Melhor Filme de Língua Não-Inglesa
2026 – O Agente Secreto
- Wagner Moura – Melhor Ator – Drama
- Melhor Filme de Língua Não-Inglesa (Vencedor)
- Melhor Filme – Drama