Política

OAB-SP retira campanha por liberdade de acusada de tráfico na favela do Moinho

O material de divulgação, assinado pelo presidente da Ordem, Leonardo Sica, circulou com informações sobre a mobilização para a soltura de Alessandra, chamada de Alê

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Sede da OAB de São Paulo | Foto: Divulgação

Uma audiência pública sobre possíveis abusos policiais na Favela do Moinho, marcada para esta quinta-feira, 5, em São Paulo, gerou polêmica depois do anúncio inicial da OAB-SP. O convite mencionava também o lançamento de uma campanha em defesa da liberdade de Alessandra Moja Cunha, presa desde setembro de 2025 e apontada pela polícia como líder do tráfico local ao lado do irmão, Leonardo Moja, também detido.

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O material de divulgação, assinado pelo presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, circulou com informações sobre a mobilização para a soltura de Alessandra, chamada de Alê. Depois de questionamentos, a entidade afirmou na quarta-feira 4, que houve erro e alterou o convite, limitando-se a chamar para um debate sobre a criminalização da comunidade.

Esclarecimentos da OAB-SP e foco da audiência

A Ordem explicou que a Comissão de Direitos Humanos foi responsável pela convocação do evento, motivada por denúncias de uso excessivo da força por policiais nas operações na região. “Trazer para um debate transparente denúncias de violação de direitos e, conforme o resultado da audiência, encaminhar para autoridades públicas ou não”, afirmou a OAB por meio de nota. “Mas não há uma posição a priori da OAB SP quanto à questão que vai ser discutida.”

A instituição também destacou o compromisso em defender direitos, ouvindo representantes do governo, entidades e moradores. “É dever da instituição sempre convocar a defesa de direitos e garantias da população e dar espaço para ouvir todos os envolvidos: governo, entidades, população envolvida, todos foram convidados”.

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