Partido Novo vai acionar o Conselho de Ética contra Alcolumbre
Eduardo Girão (Novo-CE) cita pedidos de impeachment parados no Senado, sigilo sobre visitas ao Congresso e impasse na CPI do Banco Master

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou nesta quinta-feira, 5, que o partido Novo vai representar contra Davi Alcolumbre (União-AP) no Conselho de Ética do Senado por “omissão institucional e abuso de poder nas prerrogativas da Presidência”. O parlamentar informou que a legenda realizará uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira, 9, para detalhar a medida.
“Está claro que a omissão institucional e o abuso de poder de prerrogativas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, são também responsáveis por esse caos institucional e insegurança jurídica que vivemos hoje no país”, escreveu Girão em sua conta no X. “Não é de hoje que exponho e denuncio esse marasmo culposo que fez a Casa Revisora da República assistir de camarote ao esfacelamento das instituições por falta de ação em defesa de nossa Carta Magna.”
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Entre os pontos citados por Girão estão pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que permanecem sem análise no Senado.
O parlamentar também criticou a decisão de Alcolumbre de manter sigilo de até 100 anos sobre registros de visitas de suspeitos de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre eles o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Girão ainda citou a falta de andamento, por cerca de três meses, de pedidos para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. Por fim, mencionou gasto de aproximadamente R$ 90 milhões “em publicidade em ano eleitoral e a ausência de sessões deliberativas ao longo do mês de fevereiro”.
“Deixo claro que nós tomaremos todas as medidas cabíveis para que o Senado Federal se levante e cumpra seu papel constitucional no momento mais dramático da República”, afirmou.
Girão cobrou abertura a CPI do Master
Em fevereiro, durante pronunciamento no plenário do Senado, Girão defendeu a instalação imediata da CPI do Master. Além disso, cobrou o andamento dos pedidos de impeachment contra ministros do STF. Ele ressaltou que o requerimento da comissão já reunia mais de 50 assinaturas, quantidade superior à maioria absoluta dos 81 parlamentares.
“Precisamos dar uma resposta imediata à sociedade e abrir a CPI”, alegou.
Girão também citou a hipótese de um acordo político que vincularia a votação do Projeto de Lei da Dosimetria à instalação da CPI do Master. Na ocasião, afirmou que não participaria de qualquer negociação desse tipo. “Se tiver, não contem comigo”, declarou.

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