Ex-ministro da Economia ainda citou aliança entre Caiado, Ratinho Júnior e Zema, condicionando apoio a resultado nas urnas.
Ex-ministro da Economia ainda citou aliança entre Caiado, Ratinho Júnior e Zema, condicionando apoio a resultado nas urnas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

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O ex-ministro da Economia Paulo Guedes sinalizou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caso ele vença as eleições de 2026. A fala ocorreu na noite desta sexta-feira (6), em São Paulo, durante o Advance 26, evento da Fami Capital. O economista, porém, incluiu em sua fala o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e dois dos três governadores do PSD que buscam o Planalto: o de Goiás, Ronaldo Caiado, e o do Paraná, Ratinho Júnior. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, também é pré-candidato.

"Se ele ganhar, terá meu total apoio. Mas Zema, Caiado, Ratinho Júnior, todos eles já tiraram fotos juntos, pois a centro-direita estará junta", disse Guedes. O ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL) já foi mencionado por Flávio como um "conselheiro importante". Em outro aceno ao mercado financeiro, o pré-candidato ainda disse que, se eleito, pretende ser "um Bolsonaro centrado, equilibrado e que tem algumas opiniões próprias."

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Escolhido pelo pai para disputar o Planalto, Flávio foi registrado como advogado de Bolsonaro na ação que controla o cumprimento da pena do ex-presidente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A estratégia foi utilizada também em 2018, pelo então candidato Fernando Haddad, que substituía o presidente Lula (PT), em razão de sua prisão. Os advogados têm livre acesso a seus clientes e não precisam pedir autorização para cada visita.

Em sua palestra, Guedes classificou a atual situação das contas públicas nacionais como "pandêmica sem pandemia", e defendeu uma aliança entre liberais e conservadores em prol do desenvolvimento econômico.

Em meio às articulações pelo apoio do mercado, Flávio e Bolsonaro ainda não definiram quem será o pré-candidato a vice-presidente na chapa. Em 4 de Abril, esgota-se o prazo para as desincompatibilizações, e os governadores que quiserem se candidatar devem renunciar aos cargos.

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