Política

Rogério Marinho defende abertura de CPI do Banco Master

Senador afirma que dados obtidos com a quebra de sigilo de Daniel Vorcaro indicam irregularidades que ultrapassam o escopo da investigação sobre o INSS

rogerio marinho
Senador Rogerio Marinho (PL-RN) | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. Segundo ele, informações obtidas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam que o episódio vai além do foco da investigação sobre fraudes no sistema previdenciário.

A CPMI recebeu nesta semana novos dados decorrentes da quebra de sigilo do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master. O material entrou na apuração porque a instituição financeira também operava no mercado de crédito consignado, modalidade ligada a benefícios previdenciários.

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Na avaliação de Marinho, as informações indicam irregularidades que não se limitam ao tema investigado pela CPMI do INSS. Nesse sentido, defende que o conteúdo seja submetido a uma investigação exclusiva no Congresso.

“O caso Master é muito mais complexo, envolve também malversação de recursos do sistema financeiro, CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) sem lastro, o uso do fundo garantidor de crédito de forma leviana, negociação promíscua com o Banco Central”, disse. “Isso não deve ser tratado de forma lateral.”

Resistência no Congresso à CPI do Master

Mesmo com a pressão de parlamentares da oposição, a criação de uma comissão exclusiva enfrenta resistência no Congresso. Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não autorizaram a instalação de uma CPI voltada ao caso.

Inclusive, a postura de Alcolumbre motivou representação do partido Novo no Conselho de Ética do Senado por “omissão institucional e abuso de poder nas prerrogativas da presidência”.

+ Leia também: “Partido Novo vai acionar o Conselho de Ética contra Alcolumbre”

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou a medida. Ele citou a falta de avanço, por cerca de três meses, nos pedidos para a criação da CPI do Master.

“Não é de hoje que exponho e denuncio esse marasmo culposo que fez a Casa Revisora da República assistir de camarote ao esfacelamento das instituições por falta de ação em defesa de nossa Carta Magna”, disse Girão.

Atualmente, os fatos relacionados à instituição de Vorcaro aparecem em duas frentes no Legislativo. O tema é tratado na CPMI do INSS e em outra comissão dedicada ao crime organizado.

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