Senadores democratas criticam ataques à Venezuela ordenados por Trump

O Pentágono manteve silêncio até o momento sobre o ataque

  • Por Jovem Pan*
  • 03/01/2026 09h02
WIN MCNAMEE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Casa Branca GANHE MCNAMEE / GETTY IMAGES AMÉRICA DO NORTE / GETTY IMAGES VIA AFP Foto por WIN MCNAMEE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP WASHINGTON, DC - 11 DE NOVEMBRO: O Capitólio dos EUA é exibido na manhã seguinte ao Senado aprovar uma legislação para reabrir o governo federal em 11 de novembro de 2025 no Capitólio em Washington, DC. O Senado chegou a um acordo na noite de domingo para financiar o governo, com o objetivo de encerrar a paralisação mais longa da história assim que a Câmara dos Representantes votar a legislação no final desta semana. Win McNamee/Getty Images/AFP (Foto de WIN MCNAMEE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Senadores democratas condenaram neste sábado os ataques aéreos na Venezuela ordenados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e advertiram que não há motivo para iniciar uma guerra contra o país sul-americano.

“Esta guerra é ilegal. É vergonhoso que tenhamos passado de policiais mundiais a agressores mundiais em menos de um ano”, disse em uma mensagem na rede social X (ex-Twitter) o senador democrata pelo Arizona, Rubén Gallego, que insistiu que “não há motivo algum” para o ataque.

O governo de Nicolás Maduro denunciou neste sábado ataques americanos em localidades civis e militares em vários estados e na capital do país, Caracas.

A Casa Branca não se pronunciou oficialmente, mas veículos de comunicação como as emissoras “CBS” e “Fox News” confirmaram que o presidente dos EUA ordenou os ataques aéreos dentro do território venezuelano há alguns dias, segundo indicaram dois funcionários do governo americano ao canal de televisão.

Outro senador democrata a se pronunciar foi Brian Schatz, senador pelo Havaí, que disse em uma mensagem no X que os EUA não têm interesses vitais na Venezuela que justifiquem uma guerra.

“A esta altura, já deveríamos ter aprendido a não nos envolver em outra aventura estúpida. E nem se dá ao trabalho de explicar ao público americano o que diabos está acontecendo”, acrescentou o democrata.

O Pentágono também manteve silêncio até o momento sobre o ataque. O presidente dos Estados Unidos está em sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, onde passou o Natal e o fim de ano.

A Constituição dos EUA confere ao Congresso o poder de declarar guerra, embora o governo Trump tenha insistido que seu envio de tropas para a Venezuela é uma resposta à guerra contra grupos de narcotraficantes que declarou como terroristas e que Maduro é líder de um narcoestado.

EFE