Por que Reza Pahlavi tornou-se a maior ameaça ao regime aiatolá?
Iranianos estão gritando pelo príncipe herdeiro
Lawrence Maximus - 16/01/2026 17h49

Nas ruas do Irã, em meio à repressão brutal — com mais de 12 mil vítimas fatais atribuídas ao regime aiatolá —, um clamor inesperado ecoa com força crescente: o nome de Reza Pahlavi, herdeiro da dinastia derrubada em 1979, é entoado por manifestantes que desafiam a opressão do regime islâmico.
Longe de ser mero saudosismo, esse movimento representa uma busca desesperada por legitimidade política, estabilidade e um futuro alternativo à teocracia opressiva.
Após mais de 40 anos de propaganda antiPahlavi, muitos iranianos — especialmente os mais jovens — estão reavaliando a história oficial.
Estudos históricos recentes e documentos desclassificados revelam que a narrativa do xá como tirano fantoche do Ocidente foi amplamente distorcida para justificar a revolução islâmica. Em contraste com o caos atual, o período pré-1979 é cada vez mais lembrado por modernização, soberania nacional e governança secular.
Com a oposição interna fragmentada e desacreditada — muitas vezes associada à violência ou colaboração passada com o regime —, Reza Pahlavi surge como uma figura única: sem sangue nas mãos, sem vínculos com extremistas e comprometido com um processo democrático inclusivo. Ele defende abertamente um referendo no qual o povo iraniano decidirá seu próprio sistema político, seja monarquia constitucional ou república.
Diante de um regime que responde a protestos pacíficos com mortes e prisões, a comunidade internacional enfrenta uma escolha crítica: apoiar uma transição ordenada liderada por uma figura unificadora ou repetir o erro de 1979, quando a neutralidade permitiu que extremistas tomassem o poder.
O que está em jogo não é apenas o futuro do Irã, mas a estabilidade de toda a região.
Os gritos por Reza Pahlavi não são um retorno ao passado — são um apelo por um amanhã legítimo, democrático e livre!
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Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel. |
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