O ditador venezuelano, Nicolás Maduro (ao centro), é escoltado por agentes da Agência Antidrogas (DEA) neste sábado em Nova York (Estados Unidos). Maduro desembarcou algemado do avião militar Boeing 757 que o transportou para Nova York em meio a uma extensa operação de segurança.
O ditador venezuelano, Nicolás Maduro (ao centro), é escoltado por agentes da Agência Antidrogas (DEA) neste sábado em Nova York (Estados Unidos). Maduro desembarcou algemado do avião militar Boeing 757 que o transportou para Nova York em meio a uma extensa operação de segurança. (Foto: EFE)

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O Centro de Detenção Metropolitano (MDC, na sigla em inglês), a prisão federal de Nova York onde Nicolás Maduro está detido, já abrigou presos notórios como o narcotraficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán, o rapper Sean "Diddy" Combs e o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández.

Localizado no bairro do Brooklyn, o MDC tem sido chamado de "inferno na Terra". É uma das prisões mais notórias da cidade, juntamente com Rikers Island, e tem sido criticada pela falta de pessoal, pela criminalidade dentro de suas instalações e pelas duras condições de vida nas celas.

Na única prisão federal de Nova York, seus aproximadamente 1.200 presos aguardam julgamento em tribunais federais desde o fechamento do Centro Correcional Metropolitano no sul de Manhattan.

A ex-detenta Ghislaine Maxwell, socialite britânica associada e cúmplice do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, denunciou as condições "desumanas, cruéis e degradantes" do MDC e comparou sua cela à do psicopata Hannibal Lecter no filme "O Silêncio dos Inocentes".

Outro detento, o ex-secretário de Segurança Pública do México, Genaro García Luna, alegou em uma carta tornada pública por seu advogado ter testemunhado assassinatos e esfaqueamentos.

A longa lista de "celebridades" foi complementada em 2024 por Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, que foi encarcerado junto com o controverso rapper Sean "Diddy" Combs.

O Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York (EUA): celebridades, esfaqueamentos e assassinatos. EFE/EPA/Peter Foley (Foto: EFE)

O ex-conselheiro do presidente Donald Trump, Michael Cohen, que também foi preso na penitenciária em 2020 sob acusações de sonegação fiscal, entre outras, relembrou seu tempo na prisão à luz da visita de Combs.

"(Combs) acorda em uma cama de aço com um colchão de quase quatro centímetros, sem travesseiro, em uma cela de 2,4 por 3 metros que posso garantir ser repugnante", disse o ex-conselheiro de Trump, acrescentando que os detentos são privados de acesso a livros durante o período inicial de sua estadia.

Atualmente, o suposto líder do cartel de Sinaloa, Ismael "El Mayo" Zambada García, é outro detento mantido na penitenciária, aguardando julgamento por acusações de homicídio e tráfico de drogas.

Temperatura de -15ºC

Em 2019, as condições na prisão federal provocaram protestos após sete dias de cortes parciais de energia e aquecimento.

De acordo com vídeos publicados nas redes sociais, muitos detentos batiam nas janelas com objetos, implorando por ajuda após vários dias em que a temperatura na cidade de Nova York chegou a -15°C. Além disso, os advogados dos presos relataram a falta de serviços médicos.

O incidente de 2019 motivou uma investigação do Departamento de Justiça para avaliar se o Departamento Penitenciário Federal possuía "planos de contingência adequados" para lidar com as condições de vida dos detentos.

Enquanto isso, os presos entraram com uma ação coletiva, que resultou em aproximadamente US$ 10 milhões em indenizações para 1.600 detentos que sofreram com o frio e condições desumanas devido ao apagão.

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